sexta-feira, 30 de julho de 2010
Onde está Wally?
Começar um texto com uma pergunta retórica e recorrente é o mais bem-acabado clichê (lugar comum). Apesar disso, não poderia deixar de escrever sobre o referido Atleta, Wallyson, Potiguar de Macaíba, criado no clube homônimo local (Cruzeiro FC). Ele foi ídolo no ABC, clube da Capital dos Ventos e assim como tantos outros, foi se destacar no futebol paranaense, fato corriqueiro para um nordestino. Jogador de velocidade, alto, esguio, joga pelas pontas e costuma deixar o companheiro na cara do gol. Não é nenhum Messi, mas pode contribuir muito para a equipe, que tem apenas um atacante com igual característica, o Thiago Ribéry. Esperamos que não repita os erros e fracassos dos últimos a passar pela mesma posição, as maiores decepções do Quadriênio: Araújo, Soares, Marcinho, Kieza e Lessa, isso só para citar os mais célebres. Para fechar a postagem, o lugar de WallyShow deve ser sempre o Coração do Torcedor e a Escalação do Cuca, chega de Ligeirinhos Afobados.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Supervalorização de Técnicos
O futebol, dizem, é uma caixinha de surpresas, tem a magia e a capacidade de ser imprevisível. Maradona, tendo 1,63m e 70kg no 'auge' da forma, jamais jogaria outro esporte, assim como Garrincha. O time mais fraco pode vencer o time mais forte, até mesmo de goleada, quando ano passado o quase-campeão Palmeiras sofreu 3 gols do semi-rebaixado Náutico. De tudo isso, pode tirar que são exceções, pois grosso modo, quem é mais qualificado costuma vencer, não só na estrutura, mas também na postura. Na última Copa, por exemplo, a Espanha fez um grande favor ao vencer a Copa, pois mostrou que ser competitivo é jogar com qualidade. No contexto do futebol moderno, a Ordem Natural das coisas parece alterada, pois numa situação normal, o Torcedor cria empatia com o Ídolo, que dá o máximo de si para ser chamado como tal. O dirigente, quando competente e bem-intencionado, aproxima a torcida do jogador, de forma que os elementos formem uma simbiose (um trabalha pelo outro) e todos encontrem a sinergia (quimera corporativa). O técnico, nisso tudo, deveria ser a parte menos importante do processo, mas como disse anteriormente, ele acaba sendo o protagonista de tudo, pois faz um grande teatro à beira do gramado. Quando o clube está em crise, chama um treinador-bombeiro, que tem como primeira atitude colocar a estrela do time no banco, para só retornar no final do torneio. São tantas atitudes duvidosas que nem caberiam nessa postagem. Disso tudo, só podemos chegar a uma conclusão: os dirigentes são, em geral amadores, não toleram críticas, acabam terceirizando os problemas inerentes ao cargo. Dando carta branca ao 'professor', o cartola se exime de qualquer responsabilidade, pois bons técnicos existem aos montes, mas não existe boa governança corporativa nos clubes, de forma geral.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Saindo à Francesa
Como todos sabem, tem faltado transparência à condução dos negócios dentro de nosso clube. Volta e meia me deparo com o sumiço de um jogador que poderia ser uma moeda de troca. Alguns atletas nem sequer tiveram oportunidades e saíram pelas portas dos fundos, como Luiz Fernando e Zé Eduardo. Vale notar que eles não eram ilustres desconhecidos, haja vista que chegaram ser capa de jornais esportivos. Sabe-se lá como e porque, Zé Eduardo foi parar no PSV, sem ninguém noticiar e Luiz Fernando, que seria um substituto natural do Wagner em 2009, passou pelo Ipatinga e está no São Caetano. Honestamente, para que contratar jogadores, sendo que as pratas da casa estão saindo pelo ladrão? Se os jogadores não estavam nos planos, porque não foram trocados em vez de emprestados?
Mancos e Mutilados
Mais uma vez, o Cruzeiro se mostrou irreconhecível dentro de campo. Parecia que o Grêmio jogava em Erechim, até mesmo porque a baixa qualidade do gramado favorece a equipe tricolor, que insiste em jogar de ferraduras. Não era para se esperar outra coisa de um time que está desfalcado, onde Éverton e Jonathan jogam como meias e Fabinho entra na zaga. De tudo o que tem acontecido nesse Mondo Balordo (Mundo Bizarro), vale notar a aura de herói que surgiu sobre Henrique, contestado volante, sempre maltratado pela torcida. Coube a ele fazer os dois gols e empurrar nossos fregueses de volta ao Z4. Essa partida entrará para a História como uma das piores protagonizadas entre os dois times copeiros.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Troca Temerária
Num momento em que nos faltam zagueiros e sobram atacantes, nossos estimados dirigentes concretizam o negócio com Ernesto Farías. Nada contra o jogador, mas ele tem 31 anos e até agora não disse a que veio. Maicon vai fazer falta, sendo que no próximo jogo, Fabinho deverá ser escalado na zaga. Seria preocupante se o ataque gremista estivesse em boa fase, mas essa é outra história. Além disso, o que nos preocupa também é que já faz um tempo que a base não revela nenhum jogador inquestionável, para que se transforme num craque-bandeira ou mesmo uma moeda de troca. Jogar fora a possibilidade de se formar um grande zagueiro por essas bandas é uma total insensatez. Daqui a pouco vai se gastar uma nota para se comprar um novo defensor, desfalcando nossas já combalidas finanças.
Um Começo (Quase) Perfeito
Infelizmente, o Cruzeiro sucumbiu mais uma vez perante um time 'Muricyano', o Fluminense. Sempre o mesmo esquema (3-5-2), sempre as mesmas jogadas (bola alçada na área, centroavante escorando), sempre os mesmos contra-ataques. Esse pós-Copa serviria para testar novas opções e para demonstrar que o time está nos cascos para ser campeão. A sorte nos ajudou nos últimos dois jogos, sendo que no último fomos batidos por ela. O Cruzeiro jogou mal contra Atlético-PR e Goiás, aproveitando as poucas oportunidades criadas para matar o jogo.
Esses últimos 3 jogos também tinham outro componente especial: 0s 3 Clubes da vida de Cuca. O primeiro, o Atlético, era seu time de infância. O segundo, foi aquele onde apareceu para o Brasil em 2003. O terceiro, aquele onde executou a mais homérica virada contra o rebaixamento de toda a História do Campeonato. De tudo o que se passou de ruim, podemos destacar a reabilitação de Gilberto, que gastou a bola enquanto teve físico e as boas estreias de Rômulo e Éverton, que estão mostrando que merecem ser titulares.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Confiança e Obrigação
Grandes poderes trazem grandes responsabilidades. Essa frase parece clichê, mas ilustra bem nossa atual situação. Depois de tanto tempo, nossos dirigentes tiveram um lampejo de lucidez e estão pensando em ganhar o título nacional, haja vista que há uma década não haviam investido no passe de um jogador. A equipe vai recomeçar o torneio bem reforçada, sendo que vai encarar uma pedreira contra o Furacão na Arena. Esse pode ser um teste enganoso, pois se o Atlético-PR não tem um grande elenco, a torcida sempre está ao lado do time, tornando o time osso quase imbatível dentro de seus domínios. Brasileiro é obrigação, não podemos ficar tanto tempo na fila.
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